O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o classificou como “criminoso”, acusando-o de incentivar protestos e instabilidade política dentro do território iraniano.
A declaração foi feita durante um discurso oficial transmitido pela televisão estatal iraniana. Khamenei afirmou que o governo norte-americano estaria por trás de manifestações antigovernamentais recentes e que Trump deveria ser responsabilizado pelos danos causados ao país.
Segundo o líder religioso, os protestos que vêm ocorrendo no Irã desde o final de 2025 seriam resultado de uma suposta interferência externa coordenada pelos Estados Unidos e por aliados ocidentais. Ele acusou Washington de tentar desestabilizar o governo iraniano por meio de apoio a opositores internos.
“Os responsáveis por essa desordem, especialmente o governo americano e seu presidente, devem responder por seus atos”, declarou Khamenei, sem apresentar provas diretas das acusações.
O governo dos Estados Unidos negou qualquer envolvimento na organização das manifestações e afirmou que apenas apoia o direito dos iranianos à liberdade de expressão e protesto pacífico.
A tensão entre Irã e EUA voltou a crescer nos últimos meses, com trocas constantes de acusações e críticas. Analistas internacionais avaliam que as novas declarações podem agravar ainda mais o já delicado cenário diplomático entre os dois países.
Organizações de direitos humanos relatam que os protestos no Irã resultaram em centenas de prisões e em repressão severa por parte das forças de segurança. O governo iraniano, por sua vez, afirma que está combatendo grupos que ameaçam a estabilidade nacional.
Até o momento, não há indicativos de retomada do diálogo direto entre Washington e Teerã, e a crise política na região continua sem previsão de solução.
