A penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, se destaca no sistema prisional brasileiro por abrigar criminosos de grande notoriedade. Apelidada de “presídio dos famosos”, a unidade ganhou ainda mais destaque com uma série disponível em streaming, que retrata a rotina e os relatos de presos como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga e Alexandre Nardoni.
O complexo penitenciário é composto por cinco unidades, sendo três masculinas e duas femininas. A mais conhecida é a Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, a P2 de Tremembé. Inaugurada em 1948, a unidade passou a receber detentos de alta exposição midiática a partir de 2002.
A escolha de Tremembé para abrigar esses criminosos está ligada à desativação do complexo do Carandiru. Sem a ala especial que existia no Carandiru, a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) avaliou que esses presos poderiam correr risco de vida em penitenciárias comuns.
De acordo com o autor dos livros que inspiraram a série sobre Tremembé, a unidade prisional foi escolhida para garantir a segurança dos detentos. “O maior perfil de Tremembé é ser um lugar que concentra pessoas que cometeram crimes brutais contra a vida de pessoas da própria família”, afirmou, ressaltando que esses indivíduos dificilmente sobreviveriam em uma penitenciária comum devido à gravidade de seus crimes. O complexo também abriga outros detentos, mas os casos de maior repercussão são o foco principal das obras que retratam a realidade do presídio.
Fonte: jovempan.com.br
