Amazon trabalho remoto passou a ser permitido temporariamente para funcionários da empresa que estão presos na Índia devido a atrasos no processamento de vistos de trabalho para os Estados Unidos, segundo informou a própria companhia.
Contexto da situação
O estímulo para essa medida vem dos atrasos prolongados no processamento de vistos H-1B nos consulados e embaixadas dos Estados Unidos, motivados por requisitos adicionais de avaliação — incluindo revisões de redes sociais — implementados recentemente pelo governo norte-americano. Esses atrasos deixaram muitos trabalhadores qualificados incapazes de retornar aos EUA para continuar suas funções normais. Business Standard
A Amazon historicamente exige que a maioria de seus funcionários trabalhe no escritório — com um modelo de cinco dias presenciais por semana — mas a política atual representa uma rara flexibilização em resposta às circunstâncias extraordinárias. Business Insider
Quem está elegível
A exceção se aplica apenas a funcionários que estavam fisicamente na Índia em 13 de dezembro de 2025 e que ainda aguardam remarcação da entrevista de visto nos EUA. Esses colaboradores agora têm autorização temporária para trabalhar de forma remota até 2 de março de 2026. Business Standard
Restrições impostas
Apesar de poderem trabalhar remotamente, os funcionários devem obedecer a limitações rígidas:
- Não podem codificar, testar, depurar ou documentar software.
- Não podem tomar decisões estratégicas ou de gestão.
- Não podem interagir com clientes ou negociar contratos.
- Não podem visitar ou trabalhar em escritórios da Amazon na Índia.
- Todas as revisões e decisões finais devem ser feitas fora da Índia. Business Standard
Essas restrições existem para garantir conformidade com leis locais e regulamentações internacionais, e a empresa afirma que não haverá exceções às regras. Business Standard
Reação e impacto
A medida tem sido descrita como um alívio temporário para os funcionários afetados, mas também levanta dúvidas sobre a eficácia prática da autorização, já que muitas tarefas essenciais — especialmente para cargos técnicos — são proibidas sob as restrições atuais.
Outras grandes empresas de tecnologia, como Google, Apple e Microsoft, também emitiram alertas a funcionários com vistos de trabalho, recomendando cautela em viagens internacionais devido às incertezas no processamento de vistos.
