Cooperação entre Brasil e Angola pretende fortalecer o sistema de saúde por meio da formação de profissionais angolanos.
Programa Brasil Angola formação profissionais de saúde iniciou um novo ciclo de capacitação voltado para profissionais angolanos que participarão de cursos e especializações em instituições brasileiras.
A iniciativa faz parte de um acordo de cooperação entre os governos de Brasil e Angola para fortalecer o sistema de saúde angolano por meio da qualificação técnica e científica.
A abertura do novo ciclo contou com a participação do ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, e da ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta.
O evento foi realizado no teatro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e contou com transmissão online para estudantes e participantes interessados.
Cooperação entre Brasil e Angola
O Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde Brasil-Angola é considerado uma das maiores iniciativas de cooperação entre os dois países na área da saúde.
A iniciativa foi criada para fortalecer o sistema de saúde angolano por meio da qualificação técnica e científica de profissionais em instituições brasileiras.
O programa surgiu após uma demanda apresentada pelo governo angolano durante a visita do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva a Angola em 2023.
Centenas de profissionais participam da formação
No ciclo de 2026, 771 profissionais de saúde angolanos, vindos de todas as províncias do país, iniciarão a formação em 66 instituições públicas brasileiras, que ofereceram mais de 1.400 vagas de capacitação.
Esses participantes se somam a outros profissionais que já participaram do programa:
- 551 profissionais angolanos atualmente em formação no Brasil
- 232 profissionais que já concluíram a especialização e retornaram a Angola
Além das atividades no Brasil, também são realizadas capacitações diretamente em Angola.
Formação também acontece em Angola
Até agora, 634 profissionais de saúde angolanos já foram capacitados no próprio país africano por instituições brasileiras.
Um dos exemplos foi um programa de treinamento em reanimação neonatal, realizado nas províncias de Benguela, Huambo e Luanda, que formou 525 profissionais de saúde e ajudou a fortalecer ações de combate à mortalidade infantil.
