Um novo marco regulatório para o ensino superior angolano foi estabelecido com a publicação do Decreto Presidencial n.º 257/25, de 3 de Dezembro. A legislação introduce uma mudança significativa na forma como os graus académicos de licenciatura e mestrado são conferidos, eliminando a obrigatoriedade da defesa pública de trabalho final. Esta alteração representa um movimento estratégico para modernizar o sistema educativo, alinhando-o com os padrões de qualidade científica e profissional reconhecidos tanto a nível nacional quanto internacional. O objetivo primordial é proporcionar maior flexibilidade e diversificar os métodos de avaliação, mantendo o rigor acadêmico. A medida impacta diretamente a trajetória de milhares de estudantes e a autonomia das Instituições de Ensino Superior (IES) em todo o país, que agora terão maior liberdade para definir os requisitos de conclusão de curso.
As novas diretrizes e seus fundamentos
O Decreto Presidencial n.º 257/25, de 3 de Dezembro, que regulamenta a atribuição de graus e títulos académicos no subsistema do ensino superior em Angola, trouxe uma das alterações mais comentadas e debatidas nos círculos acadêmicos: a remoção do caráter obrigatório da defesa pública de trabalho de fim de curso para os níveis de licenciatura e mestrado. Esta medida não surge isoladamente, mas como parte de um esforço mais amplo para clarificar as regras e otimizar os processos de concessão de diplomas. A meta é garantir que o ensino superior angolano esteja em consonância com as melhores práticas globais, promovendo a qualidade científica e a relevância profissional dos títulos conferidos.
O foco na qualidade e flexibilidade acadêmica
A decisão de desobrigar a defesa pública de trabalho final para licenciatura e mestrado baseia-se na premissa de que a apresentação oral não é a única, nem sempre a mais adequada, forma de avaliar a conclusão de um ciclo de estudos. Para os graus de iniciação científica, como a licenciatura e o mestrado, a ênfase pode ser redirecionada para a produção efetiva de conhecimento e a demonstração de competências através de outros formatos. Acadêmicos defendem que, para estes níveis, o valor reside mais na produção intelectual e na aplicação prática dos conhecimentos adquiridos do que necessariamente na performance de uma apresentação pública. A medida abre espaço para que as IES possam adotar abordagens mais flexíveis e diversificadas, alinhadas aos perfis específicos de cada curso e às demandas do mercado de trabalho, sem comprometer a integridade acadêmica. Esta flexibilidade permite que o aluno demonstre sua capacidade de pesquisa e análise de maneiras que melhor se adequem ao seu projeto e às características da sua área de estudo.
Implicações para o ensino superior angolano
A implementação do Decreto Presidencial n.º 257/25 trará profundas implicações para o cenário do ensino superior em Angola. A flexibilização na conclusão de cursos de licenciatura e mestrado exigirá uma reavaliação e, em muitos casos, uma reformulação dos planos curriculares e das metodologias de avaliação por parte das Instituições de Ensino Superior. Este é um momento crucial para as universidades, institutos e escolas superiores repensarem seus modelos pedagógicos e adaptá-los às novas exigências do regulamento, buscando sempre aprimorar a qualidade da formação oferecida.
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Fonte: https://angorussia.com
