Uma séria controvérsia eclodiu no município do Sequele, em Icolo e Bengo, após o advogado Simão Hebo denunciar, por meio de um áudio amplamente divulgado, um alegado esquema de venda ilegal de terrenos. As acusações do jurista, que apontam para o envolvimento de agentes de fiscalização ligados às administrações locais, foram prontamente rebatidas pela Administração Municipal do Sequele, que as classifica como infundadas e desafia o advogado a apresentar provas concretas.
As Denúncias do Advogado Simão Hebo
Em sua manifestação, Simão Hebo teceu duras críticas ao Governo Provincial, apelando por uma intervenção mais decisiva para coibir o que ele descreve como práticas ilícitas no setor fundiário. Segundo o advogado, alguns agentes de fiscalização estariam envolvidos na comercialização irregular de terrenos, causando prejuízos a diversos cidadãos. Ele revelou estar a acompanhar de perto o caso de uma munícipe do Sequele que, segundo suas declarações, estaria a sofrer constrangimentos impostos por estes mesmos agentes. Hebo foi além, afirmando que as administrações municipais se tornaram uma "principal fonte na falsificação de documentos, principalmente quando notam que o requerente apresenta documentação aparentemente verídica".
A Firme Refutação da Administração Municipal do Sequele
Em resposta às acusações, uma fonte da Administração Municipal do Sequele manifestou-se, refutando categoricamente as alegações que recaem sobre a instituição. A administração classificou as declarações de Simão Hebo como graves e totalmente desprovidas de fundamento. Esclareceu ainda que os processos de despejo de cidadãos não são arbitrários, mas sim pautados por um conjunto rigoroso de etapas legais, exigindo autorização do Governo Provincial para serem executados. A fonte da administração também lançou uma contra-acusação, insinuando que advogados podem estar envolvidos em esquemas de ocupação ilegal de terrenos, e desafiou Simão Hebo a apresentar provas que sustentem suas denúncias.
O Apelo à Vigilância e a Busca por Provas Concretas
Diante da seriedade das denúncias e das veementes refutações, a Administração Municipal do Sequele apelou aos moradores para que se mantenham vigilantes contra possíveis manipulações por parte de indivíduos interessados em processos de usurpação de terras, reafirmando que a administração está atenta. Adicionalmente, a mesma fonte acusou o advogado Simão Hebo de manter um comportamento "hostil" no relacionamento com os serviços administrativos, sugerindo um histórico de confrontos. Este impasse ressalta a importância da transparência e da apresentação de evidências para esclarecer a verdade dos factos.
O conflito entre o advogado e a administração municipal destaca a complexidade das questões fundiárias na região de Icolo e Bengo. Com alegações de práticas ilícitas e contra-acusações mútuas, a situação exige um escrutínio aprofundado para garantir a legalidade dos processos de gestão de terras e proteger os direitos dos cidadãos. A expectativa é que, com a exigência de provas por parte da administração, os factos venham à tona e as responsabilidades sejam devidamente apuradas.
Fonte: https://www.club-k.net
