Líderes da oposição na Guiné-Bissau lançaram acusações graves contra o Presidente Umaro Sissoco Embaló, alegando que ele teria orquestrado um falso golpe de Estado. O objetivo, segundo a oposição, seria impedir a divulgação dos resultados das eleições de 23 de Novembro e barrar o caminho para uma possível vitória da coligação entre o PAIGC e o candidato independente Fernando Dias.
A acusação surge em meio a um processo eleitoral já conturbado, marcado pela desqualificação de partidos importantes e pela exclusão de Domingos Simões Pereira da corrida presidencial. A proximidade da divulgação dos resultados definitivos pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) intensifica a tensão política.
De acordo com a narrativa da oposição, o plano envolveria um ataque à sede da CNE, o sequestro do candidato eleito e, em último caso, a simulação da detenção do próprio Presidente Embaló – um auto-golpe para justificar a suspensão da ordem constitucional.
A oposição afirma que o plano contava com o apoio do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, tio do presidente, e do diretor da Casa Civil, sobrinho de Embaló. Alega-se que o gabinete presidencial foi transferido para um quartel militar, onde foi anunciada a prisão do chefe de Estado, dando início a um período de transição militar estimado em dois a três anos.
Fonte: platinaline.com
