Angola ocupa atualmente a 6.ª posição entre os países africanos com o custo de vida mais elevado, segundo rankings internacionais baseados em índices que avaliam despesas com alimentação, habitação, transporte, serviços e lazer.
O levantamento tem como base plataformas globais de comparação de custo de vida, que analisam preços médios pagos pela população em grandes centros urbanos. Luanda, capital angolana, continua a ser um dos principais fatores que influenciam a posição do país no ranking, devido ao elevado custo de produtos essenciais e serviços.
Principais fatores que elevam o custo de vida em Angola
Entre os fatores que mais impactam o custo de vida no país, destacam-se:
- Dependência de produtos importados, o que encarece alimentos e bens de consumo;
- Preços elevados de arrendamento, sobretudo em zonas urbanas;
- Custos altos de restaurantes e serviços básicos;
- Flutuação cambial e inflação, que afetam diretamente o poder de compra da população.
Apesar de avanços em algumas áreas económicas, o custo de vida continua a ser um desafio para muitas famílias angolanas, especialmente quando comparado aos salários médios praticados no país.
Comparação com outros países africanos
No ranking africano, Angola aparece atrás de países como Seychelles, República Democrática do Congo, Senegal, Cabo Verde e Costa do Marfim, que lideram a lista dos mais caros do continente. Ainda assim, Angola mantém-se à frente de várias economias africanas onde o custo de vida é considerado mais acessível.
Especialistas apontam que investimentos na produção nacional, redução das importações e maior estabilidade económica podem contribuir para a diminuição gradual dos custos no futuro.
Impacto no dia a dia da população
O elevado custo de vida reflete-se diretamente no orçamento das famílias, afetando o acesso a alimentação, habitação digna e serviços essenciais. O tema continua a ser amplamente debatido por economistas, sociedade civil e decisores políticos, que defendem medidas estruturais para aliviar a pressão sobre o consumidor.
