A crise de combustíveis atingiu um novo patamar de gravidade nesta segunda-feira (9), após o agravamento dos conflitos militares no Oriente Médio. Com o preço do barril de petróleo ultrapassando oficialmente a marca dos US$ 100, o mercado financeiro global entrou em pânico, provocando quedas acentuadas nas principais bolsas de valores do mundo.
O reflexo dessa crise de combustíveis é sentido com mais força em países dependentes de importação, como Bangladesh. O governo do país asiático tomou a medida drástica de fechar universidades e escolas para economizar energia, além de instituir um racionamento severo com limites para a venda de diesel e gasolina em postos de abastecimento.
A escalada militar no Golfo Pérsico atingiu em cheio o coração da economia global nesta segunda-feira (9). Com o agravamento dos ataques a infraestruturas petrolíferas, o preço do barril de petróleo ultrapassou os US$ 100 nas principais praças de negociação (Brent e WTI), desencadeando um “segunda-feira negra” nas bolsas de valores de Nova York, Londres e Tóquio.
O colapso logístico em Bangladesh
Um dos primeiros sinais dramáticos da crise veio do sul da Ásia. O governo de Bangladesh anunciou hoje o fechamento por tempo indeterminado de todas as universidades públicas e privadas. A medida visa economizar eletricidade e combustível, cujos estoques nacionais atingiram níveis críticos. Além disso, o país impôs um racionamento severo, limitando a venda de gasolina e diesel em postos de abastecimento para evitar o colapso total do sistema de transportes.
Bolsas mundiais em queda livre
O medo de uma recessão global e a interrupção das rotas de suprimento no Estreito de Ormuz fizeram os investidores fugirem de ativos de risco. Setores de aviação e logística lideram as perdas, enquanto empresas de energia renovável tentam segurar o índice, mas sem sucesso diante do pessimismo generalizado.
“Estamos diante de um choque de oferta que o mundo não via há décadas. Se o conflito no Irã não for contido, os US$ 100 serão apenas o piso para os próximos meses”, afirma analista de mercado da CNBC.
