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COP30 Aponta Avanços e Desafios na Adaptação Climática e Combustíveis Fósseis

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) encerrou-se com a presidência brasileira destacando progressos na agenda de adaptação climática, novas ferramentas internacionais para implementação e o início de discussões sobre a superação da dependência de combustíveis fósseis.

Em coletiva de imprensa, representantes da presidência da COP30 detalharam os resultados alcançados. Foi mencionado que a conferência iniciou-se sob forte pressão, concedendo maior autonomia aos codiretores. O pacote de adaptação, considerado complexo, foi concluído com 59 indicadores, após ter começado com mais de 100. As discussões sobre as métricas serão retomadas em junho, na Conferência Climática de Bonn, na Alemanha.

No tocante à energia, a presidência brasileira afirmou que o tema da eliminação de combustíveis fósseis foi colocado no centro do debate, abrindo espaço para uma agenda estruturante, apesar da ausência de consenso imediato. A presidência se comprometeu a continuar promovendo discussões e reunindo dados sobre o tema.

A COP30 alcançou consensos em áreas complexas e avançou em direção a uma agenda de implementação concreta, preservando os compromissos do Acordo de Paris. Foram apresentados 120 planos de aceleração em combustíveis comerciais, carbono e indústria verde, e aprovados 29 documentos.

A adaptação climática ganhou destaque, almejando triplicar o financiamento internacional até 2035. Houve também a inclusão de mulheres e meninas afrodescendentes na agenda climática e o fortalecimento da agenda oceânica.

Os países em situação de vulnerabilidade demonstraram união. O conjunto de indicadores aprovado servirá para medir o progresso e orientar políticas. O Acelerador Global de Ação Climática será fortalecido como um espaço permanente para impulsionar ações concretas.

Ademais, foi criado um fórum internacional para tratar da relação entre comércio e clima, visando explorar o potencial do comércio na geração de ação climática.

A conferência reconheceu os grupos afrodescendentes como vulneráveis, reforçou o papel das terras indígenas na proteção de sumidouros de carbono e incluiu representantes de comunidades locais no processo de negociação.

A presidência da COP30 ressaltou que a mitigação e a adaptação devem ser integradas, considerando as necessidades dos países vulneráveis que necessitam de recursos financeiros, tecnologia e solidariedade. Criar condições para que países pobres, em desenvolvimento ou dependentes do petróleo construam suas bases para superar a dependência de combustíveis fósseis é crucial.

Além da transição para o fim do desmatamento, o Brasil busca que outros países estabeleçam suas bases para realizar esforços semelhantes. A conferência ampliou a compreensão pública sobre a mudança do clima e valorizou o conhecimento das populações amazônicas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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