A produtora e atriz angolana Sophia Buco entrou publicamente em defesa do empresário Anselmo Mateus, CEO da Smartamg, em meio a um aceso conflito deste com a Administração Municipal da Ingombota. O embate centra-se em alegadas dificuldades e entraves impostos às atividades económicas da empresa no município, suscitando um debate sobre a relação entre o poder local e o setor privado no país.
O Apoio de Sophia Buco e a Voz da Experiência
A manifestação de solidariedade de Sophia Buco a Anselmo Mateus não é apenas um gesto de apoio, mas também um eco de experiências passadas. A atriz revelou que sua própria produtora enfrentou circunstâncias semelhantes com a mesma administração no ano anterior, o que a leva a questionar a reincidência de problemas envolvendo a mesma entidade. Em suas declarações, Buco criticou a aparente impunidade e a sensação de que 'nada acontece', sugerindo que a administração atua 'como se fosse a própria lei' naquela área. Diante da situação, ela encorajou Mateus a 'manter-se firme', apostando na mobilização pública como um caminho para impulsionar mudanças efetivas e dar visibilidade ao problema.
As Acusações do Empresário Anselmo Mateus
As queixas do empresário Anselmo Mateus, tornadas públicas através de um vídeo nas redes sociais, detalham uma série de 'constrangimentos' que a Smartamg teria enfrentado na Ingombota. Ele acusa a administração de atos que considera desproporcionais contra sua empresa, citando como exemplo a intervenção policial ocorrida durante as celebrações do Dia de São Valentim. Segundo Mateus, o evento, realizado no restaurante Palace Lounge, foi marcado pela presença surpreendente de dezoito agentes armados, que teriam intimidado tanto artistas quanto a equipa técnica presente, perturbando o ambiente festivo e as operações da empresa.
Além do incidente de São Valentim, Mateus relatou outros impedimentos significativos. A Smartamg, segundo o empresário, viu-se impedida de realizar o evento de Réveillon a 31 de Dezembro, após ter a autorização negada. Mesmo depois de alegadamente regularizar a situação junto ao Governo Provincial de Luanda, a empresa teria voltado a enfrentar barreiras para a execução de suas atividades, levantando questões sobre a eficácia dos processos de licenciamento e a coordenação entre diferentes níveis administrativos.
A Resposta da Administração Municipal da Ingombota
Em resposta às acusações, a Administração Municipal da Ingombota emitiu um comunicado oficial para esclarecer sua posição. A administração afirmou que o representante da Smartamg, Lda. incorreu em ‘incumprimento legal’ em duas ocasiões distintas, ao promover eventos sem a prévia e devida autorização municipal. Este esclarecimento sugere que as ações tomadas pela administração foram baseadas na falta de conformidade legal por parte da empresa, contradizendo a narrativa de assédio ou restrição desproporcional apresentada pelo empresário e justificando a intervenção das autoridades em prol da ordem e do cumprimento das normas.
Perspectivas e Implicações do Conflito
O conflito entre o empresário Anselmo Mateus e a Administração da Ingombota, agora com a intervenção de figuras públicas como Sophia Buco, destaca as tensões existentes entre as exigências regulatórias e a facilitação do ambiente de negócios. Enquanto a administração invoca o cumprimento da lei, os empresários apontam para burocracia e entraves que dificultam a atividade económica. A situação levanta importantes questões sobre a transparência dos processos administrativos, a interpretação das normas e o impacto nas empresas locais, sugerindo a necessidade de um diálogo mais construtivo para evitar futuros impasses e garantir um ambiente mais previsível para os investimentos e eventos culturais na região.
Fonte: https://angorussia.com
