As chuvas fortes em Angola continuam a dominar a actualidade nacional depois de provocarem mortos, feridos, desaparecidos e danos materiais significativos em várias zonas do país, com destaque para as províncias de Luanda e Benguela. As autoridades actualizaram o balanço nas últimas horas, enquanto milhares de famílias enfrentam perdas e dificuldades provocadas pelas inundações.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades e reproduzidas pela imprensa nacional e internacional, o número de vítimas mortais subiu para 29, com 17 feridos e três desaparecidos, numa situação que voltou a expor a fragilidade de várias zonas urbanas e periféricas durante a época chuvosa.
Luanda e Benguela entre as províncias mais afectadas
As províncias de Luanda e Benguela estão entre as mais afectadas pelas fortes precipitações registadas no último fim-de-semana. Em várias áreas, a água invadiu residências, interrompeu a circulação rodoviária e causou desabamentos, além de arrastar viaturas e comprometer infra-estruturas essenciais.
Em Benguela, os danos foram particularmente severos, com relatos de mortes, desaparecimentos, casas destruídas e famílias desalojadas, sobretudo em municípios como Catumbela e Lobito. Já em Luanda, bairros e artérias importantes voltaram a enfrentar alagamentos, congestionamento e dificuldades de mobilidade.


Milhares de famílias afectadas pelas inundações
Os dados provisórios apontam para mais de 34 mil pessoas afectadas pelas chuvas, além de milhares de habitações inundadas e dezenas de estruturas danificadas ou destruídas. O cenário reforça a preocupação com a vulnerabilidade habitacional e a insuficiência de drenagem em várias zonas urbanas do país.
Além das perdas humanas, as chuvas deixaram um rasto de destruição que atinge directamente o quotidiano de milhares de cidadãos, afectando o acesso à mobilidade, energia, telecomunicações e outros serviços básicos.
Governo manifesta condolências e acompanha situação
Face à gravidade da situação, o Presidente da República, João Lourenço, transmitiu condolências às famílias das vítimas mortais e solidariedade às populações afectadas pelas chuvas. O tema mantém-se no centro da agenda pública e deve continuar a gerar reacções nas próximas horas, à medida que novos levantamentos forem divulgados.


