O Brasil garantiu a reeleição para a presidência do Conselho Executivo da ONU Turismo, a especializada das Nações Unidas para o setor. A votação, realizada em Riade, na Arábia Saudita, durante a reunião do 125º Conselho Executivo, selou a vitória brasileira sobre a Eslovênia por 21 votos a 13.
Esta decisão mantém o país à frente das decisões estratégicas do setor, abrangendo áreas cruciais como atração de investimentos, qualificação profissional, sustentabilidade, a relação entre o turismo e as mudanças climáticas, e a digitalização. Na mesma reunião, a Eslovênia foi designada como primeira vice-presidente, enquanto a China assumiu a segunda vice-presidência do órgão.
Com a reeleição, o ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, permanecerá na liderança do conselho até 2026. O Ministério do Turismo destacou que a escolha reafirma a liderança do país no cenário turístico global.
A reunião também marcou a despedida do atual Secretário-Geral da ONU Turismo, Zurab Pololikashvili, após oito anos de mandato. Shaikha Nasser Al Nowais, dos Emirados Árabes Unidos, foi eleita para sucedê-lo, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo em 50 anos da entidade.
A secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, que representou o Brasil no encontro, assegurou que a ONU Turismo, sob a presidência brasileira, planeja um ano “espetacular” para o turismo mundial.
O ministro Celso Sabino, presente na COP30 em Belém, destacou avanços recentes na gestão do turismo, incluindo a inauguração do primeiro escritório da ONU Turismo na Região das Américas, no Rio de Janeiro, e a criação de Comitês de Mérito e de Turismo e Ações Climáticas.
Dados recentes da Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), em colaboração com o Ministério do Turismo e a Polícia Federal, indicam um forte crescimento do turismo internacional no Brasil. De janeiro a outubro de 2025, o país registrou 7.686.549 chegadas, um aumento de 42,2% em relação ao mesmo período de 2024. A Argentina lidera como o principal país emissor de turistas, seguida pelo Chile e pelos Estados Unidos.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
