O conjunto brasileiro de ginástica rítmica consolidou sua excelente fase ao conquistar mais uma medalha de prata na etapa da Copa do Mundo em Baku, Azerbaijão, no último domingo (19). Uma semana após garantir o segundo lugar em Tashkent, a equipe amarelinha demonstrou evolução e consistência com uma nova e vibrante série de cinco bolas, reafirmando sua posição de destaque no cenário internacional e alimentando as esperanças para a qualificação olímpica.
A Consistência Brasileira na Série de Cinco Bolas
A performance que rendeu a prata em Baku foi aplaudida ao som da canção britânica “Feeling Good”, na versão do cantor canadense Michael Bublé. O quinteto, formado por Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi e Sofia Pereira, obteve a nota de 26.350. Este resultado colocou o Brasil logo atrás da equipe de Israel, que conquistou o ouro com 26.650 pontos, e à frente do Azerbaijão, que ficou com o bronze ao somar 24.450. A conquista é particularmente notável por ter sido obtida em uma série simples, um aparelho que, segundo especialistas, apresenta grandes desafios técnicos e exige um alto grau de sincronia.
A técnica do conjunto brasileiro, Camila Ferezin, ex-ginasta, expressou a relevância deste feito. Ela destacou que a medalha de prata na série simples atesta uma evolução significativa da equipe, demonstrando maior consistência em um aparelho complexo. Ferezin enfatizou a importância de continuar o trabalho e realizar os ajustes necessários com foco na tão almejada vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Desempenho no Conjunto Misto e Ajustes Táticos
Além da prata nas cinco bolas, o conjunto brasileiro também participou da final mista, com coreografia da auxiliar técnica Bruna Martins ao som de “Abracadabra”, de Lady Gaga. Embora essa mesma performance tenha rendido a prata na etapa de Tashkent no dia 12, em Baku, a equipe terminou na quinta posição, com uma nota de 25.950. Houve uma alteração na formação para esta final: Nicole Pírcio substituiu Mariana Gonçalves. A Espanha levou o ouro na série mista em Baku (27.950), seguida pela Rússia (prata com 26.750) e Bulgária (bronze, também com 26.750).
Destaques Individuais e Promissoras Atletas
Nas competições individuais, a ginasta Maria Eduarda Alexandre demonstrou seu talento ao alcançar as finais na bola e na fita, terminando na sétima posição em ambas. No individual geral, a catarinense alcançou sua melhor marca até o momento, finalizando sua participação na 12ª posição com 106.750 pontos. Complementando os resultados brasileiros, a curitibana Bárbara Domingues obteve a 17ª colocação no individual geral, somando 104.350 pontos.
Rumo a Los Angeles 2028: Próximos Desafios
A jornada de preparação e busca por resultados continua intensa para a equipe brasileira. O próximo compromisso será o Pan-Americano de ginástica rítmica, que será realizado no Rio de Janeiro. Este evento servirá como uma etapa crucial de preparação para o Campeonato Mundial, agendado para agosto em Frankfurt, Alemanha. O Mundial será de suma importância, pois distribuirá três vagas diretas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, tornando-se o principal objetivo da delegação brasileira no médio prazo.
Com um desempenho consistente nas etapas da Copa do Mundo e o reconhecimento de sua evolução técnica, a ginástica rítmica brasileira demonstra que está no caminho certo para alcançar patamares ainda mais elevados. A sequência de medalhas e a dedicação das atletas e da comissão técnica solidificam a esperança de ver o Brasil disputando as vagas olímpicas com força e determinação nos próximos anos.
