Menos da metade dos autocarros distribuídos pelo Governo angolano nos últimos cinco anos está atualmente em operação, revelam dados do setor. Apenas 40% dos aproximadamente 2.300 veículos entregues a operadoras nacionais desde 2020 permanecem em circulação, levantando sérias questões sobre a eficácia dos investimentos em transporte público.
O baixo índice de operacionalidade tem gerado preocupação sobre a sustentabilidade das políticas de mobilidade urbana e o retorno dos investimentos públicos. Entre os fatores que contribuem para essa situação, destacam-se a rápida deterioração dos veículos, a manutenção inadequada, as condições precárias das estradas e as dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas operadoras.
Especialistas apontam que muitas empresas não conseguem seguir os planos de manutenção recomendados pelos fabricantes, o que leva a um aumento nas falhas mecânicas e, consequentemente, à imobilização dos autocarros. A ausência de infraestrutura adequada, como oficinas bem equipadas, depósitos de peças de reposição e faixas exclusivas para autocarros, também contribui para o desgaste acelerado da frota.
Fonte: angorussia.com
